Blog Attitude Ricardo Leitner

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Here it is all about dance - contemplated from many different angles - and about looking at things differently.

                    

Cecília Kerche leaves the direction of Rio de Janeiro's Theatro Municipal.

Cecília Kerche leaves the direction of Rio de Janeiro's Theatro Municipal.

This is a post in Portuguese and in English. Another of the "great ones" forced to leave the direction of Rio de Janeiro's Ballet because of injustice, insults, depreciation of her work, lies... I support her in this decision: no other great performer and artist would have accepted this situation... and now what is left? A number of conspirators that do not understand a tenth of what Miss Cecilia Kerche knows and feels about dance...

By Cecília Kerche:

After much thinking I decided it was time to take off the gag and say enough !! Enough disrespect and humiliations, narrating everything that has happened to me behind the scenes of Ballet do Theatro Municipal of Rio de Janeiro. Soon I who "lived" on pointe shoes, who always breathed the dance. With the sweat of my work I fed on applause, bled and often cried with joy on the stage of the Municipal Theater, where I went from being a simple human being to a dancer. I fought like a lioness against the powerful to defend this house, I had the opportunity to take a little of the Brazilian Ballet and distribute it in various stages of four continents. And so it was my career I became Principal Dancer and they called me a star. I felt at home, I felt protected and so I danced my life and when I finally got through I was invited by the Corps of Ballet to run this company. With all my pride and love, I accepted, but I had barely begun the work I traced to "my Corpo de Baile", then fell on the Theater the worst crisis of all time. With the wages arrears, needs and even hunger my colleagues passed, chaos had broken out. I was then discouraged by the impossibility of doing my work through so much daily suffering that robbed an artist of much-needed self-esteem to delight the public with his art. As it was possible I moved on and fought among them, we went to the streets shouted, we spoke against the unreasonable situation of lack of salaries ... I put on the retired pointe shoes and danced on the stairs of the Municipal Theater...I went hand in hand with my brothers in profession protesting the degradation that state officials and especially my art class were suffering. Until one day things started to get better and I breathed a sigh of relief, I thought let's work !! but without realizing that in my "palace" evil had taken shape and settled there. A small group of dancers turned against me and decided to blame me for their frustrations. These dancers then found a "strong-arm" that gave them support and motivation and allied themselves with promises and agreements...then my real war was fought. Even with most of the dancers, the acting Principals Dancers, the great dance names of this Theatre, and 1600 signatures in a 90-hour online petition were not enough, as this small group backed by higher forces lined up in the purpose to outrage my direction. They promoted a dossier where they unfairly accused me, judged me without regard to the conditions under which I as Ballet Artistic Director suffered restrictions ... imputed errors to me ... humiliated me publicly. Outraged, several members of the Corps of Ballet wrote a document in support of my direction curiously lost twice and in the third neglected. So this "war" was taking on proportions that caused me a lot of pain, suffering and tears, and after experiencing all this, I had to stop and give up, making it clear to me that politics can overlap art and can until killing her, and as I was born for art and not for war, I preferred to move away from this war so that she would not kill my art, the love and respect I have for this Theater. ... but, tethers and gag no more.

Por Cecília Kerche:

Depois de muito pensar decidi que era hora de tirar a mordaça e dizer basta !! Basta de desrespeito e humilhações, narrando tudo que tem acontecido comigo nos bastidores do Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro... Logo eu que "vivi" sobre sapatilhas de pontas, que sempre respirei a dança. Com o suor do meu trabalho me alimentei de aplausos, sangrei e por muitas vezes chorei emocionada de alegria no palco do Theatro Municipal, onde deixei de ser um simples ser humano para ser uma bailarina. Lutei como uma leoa contra poderosos para defender esta casa, tive a oportunidade de levar um pouquinho do Ballet do Brasil e distribuir em vários palcos de quatro continentes. E assim foi minha carreira me tornei primeira bailarina e me chamaram de estrela . Me senti em casa, me senti protegida e assim dancei a minha vida e quando finalmente me dei por completa fui convidada pelo corpo de baile a dirigir esta companhia. Com todo orgulho e amor aceitei, porém mal tinha inciado o trabalho que tracei para o "meu" Corpo de Baile, caiu então, sobre o Theatro a pior crise de todos os tempos. Com os salários atrasados, necessidades e até fome meus colegas passaram, o caos tinha se instaurado. Me vi então desalentada pela impossibilidade de realizar meu trabalho mediante a tanto sofrimento diario que roubava a autoestima tão necessária a um artista para com sua arte encantar o público. Como foi possível, segui em frente e lutei junto a todos, fomos para as ruas gritamos, nos manifestamos contra a descabida situação de falta de salários... calcei novamente as sapatilhas de pontas já aposentadas e dancei nas escadarias do Theatro Municipal... segui lado a lado com meus irmãos de profissão em protesto a degradação que os funcionários do estado e principalmente a minha classe artística estávamos sofrendo... Até que um dia as coisas começaram a melhorar e, respirei aliviada, pensei vamos trabalhar!! mas sem perceber que no meu "palácio" o mal ali tinha tomado forma e se instalado. Um pequeno grupo de bailarinos se virou contra mim e decidiu me culpar por suas frustrações. Estes bailarinos encontraram então, um "braço forte" acima de mim que lhes deu respaldo e motivação e se aliaram com promessas e acordos ... aí minha verdadeira guerra estava travada. Mesmo tendo ao meu lado a maioria dos bailarinos, os Primeiros Bailarinos atuantes, os grandes nomes da dança deste Theatro e 1600 assinaturas em uma petição on line de apenas 90 horas, não foram suficientes, pois este pequeno grupo respaldado por forças superiores se alinharam no proposito de ultrajar minha direção. Promoveram um dossiê onde me acusaram injustamente, me julgaram sem levar em conta as condições pelas quais eu como Regente do Ballet sofri restrições... me imputaram erros ... me humilharam publicamente. Indignados, vários membros do corpo de baile redigiram um documento em apoio a minha direção curiosamente perdido por duas vezes e na terceira, negligenciado... Assim essa "guerra" foi tomando proporções que me causaram muita dor, sofrimento e lágrimas, e depois de experimentar tudo isso, precisei dar um basta e me dar por vencida, ficando claro para mim que, a politica pode se sobrepor a arte e pode até mata-la e como nasci para arte e não para a guerra, preferi me afastar desta guerra para que ela não matasse a minha arte, o amor e respeito que tenho por este Theatro. ...Mas, amarras e mordaça nunca mais.

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Cecília Kerche & Marcelo Gomes:     Black Swan PDD

Cecília Kerche & Marcelo Gomes: Black Swan PDD

Already bootlicking Vienna State Ballet's new director?

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